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  Biometrias das espécies nidificantes

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Zé Luis
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Mensagens : 206
Data de inscrição : 06/06/2011
Idade : 52
Localização : Lisboa

MensagemAssunto: Biometrias das espécies nidificantes    Qua 08 Maio 2013, 18:29

BIOMETRIAS



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A obtenção de medidas biométricas durante as operações de captura e
anilhagem de aves sempre se mostraram importantes, porque podem servir
para separar espécies parecidas, sub-espécies ou populações dentro de
uma mesma espécie. Por exemplo, a medida do comprimento das caudais de
Hirundo rustica permite a separação dos sexos.

A importância da obtenção de um grande numero de parâmetros biométricos
adquiri-a quando comecei a capturar Gallinula chloropus e cedo
verifiquei que seguindo o livro Identification Guide to European
Non-Passerines os indivíduos capturados eram identificados quase todos
como fêmeas. Portanto, a população com que estava a trabalhar possuía
características morfológicas diferentes das que estavam descritas até ao
momento.

Assim, quando procedo a sessões de capturas de aves durante o período
compreendido entre 25 de Março e 25 de Julho (período de funcionamento
das Estações de Esforço Constante), obtenho os seguintes dados
biométricos:

IDADE

Para caracterizar a idade das aves anilhadas são utilizados os códigos
propostas pela Euring. Este código está baseado no calendário ocidental e
tem validade até 31 de Dezembro, reiniciando-se a 1 de Janeiro. Os
números pares indicam desconhecimento quanto ao ano de nascimento da ave
e os impares indicam que o ano de nascimento é conhecido.

0 Idade desconhecida
1 Juvenil no ninho ou que ainda não voa
2 Voador de idade incerta
3 Ave nascida no ano corrente
4 Ave não nascida no ano corrente (ano exacto desconhecido)
5 Ave nascida no ano anterior ao corrente
6 Ave não nascida no ano corrente nem no anterior
7 Ave nascida há 2 anos (3º. ano de vida)
8 Ave nascida há mais de três anos (ano exacto desconhecido)
9 Ave nascida há três anos (4º. ano de vida)
A Ave nascida há mais de quatro anos (ano exacto desconhecido)
B Ave nascida há quatro anos (5º. ano de vida)

SEXO

Se para algumas espécies a distinção entre os dois sexos é fácil,
outras, por vezes só se distinguem pela pelada de incubação ou por
certos parâmetros biométricos. Na base de dados são utilizados os
seguintes códigos.

0 Desconhecido
1 Macho
2 Fêmea
7 Desconhecido - melhor estimativa quando anilhador e captor discordam
8 Macho - melhor estimativa quando anilhador e captor discordam
9 Fêmea - melhor estimativa quando anilhador e captor discordam

MASSA MUSCULAR

No musculo peitoral acumulam-se grandes quantidades de proteínas, que a
ave pode utilizar quando já não dispõe de acumulação de gordura. O
tamanho do musculo peitoral pode ser um bom indicador da condição física
das aves.

0 - Quilha muito acentuada. Musculatura côncava.
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1 - Quilha distinguível. Musculatura plana
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2 - Quilha ainda distinguível. Musculatura convexa.
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3 - Quilha não distinguível. Musculatura muito convexa
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PELADA DE INCUBAÇÃO

A pelada de incubação desenvolve-se em muitas aves para incubar melhor a
postura de ovos. Esta situação provoca uma importante alteração
fisiológica, com a retirada de penas da zona ventral e o registo do
aumento da circulação sanguínea nessa zona.

São as fêmeas que melhor desenvolvem a placa de incubação, porque são
normalmente elas que passam mais tempo a incubar os ovos. Os machos
podem apresentar placa de incubação, mas nunca numa forma tão
desenvolvida como a que é apresentada pelas fêmeas.

Assim, podemos utilizar a presença de pelada de incubação como um dos métodos para separação dos sexos em aves.

As características da pelada de incubação podem dar informações valiosas
acerca das datas de incubação. Neste período a pele fica grossa, com
liquido subcutâneo e com rugas grossas. Após a incubação este estádio
altera-se e a pele fica com um aspecto seco e com rugas finas. Aliás em
2002, capturei vários Acrocephalus schoenobaenus que apresentavam
peladas de incubação e usando o critério proposto no Manual para el
anillamiento cientifico de aves estas peladas foram classificadas como
em regressão, portanto, as fêmeas apesar de apresentarem pelada não
queria significar que tivessem nidificado na área de captura. Foi
confirmado este aspecto com a captura de um A. schoenobaenus com pelada
de incubação em regressão e que era portador de anilha inglesa

0 Não apresenta pelada
1 Ausência de plumas na zona ventral, com pele lisa e de cor vermelho escuro
2 Irrigação evidente. Algumas rugas grossas e liquido debaixo da pele. Cor-de-rosa
3 Irrigação máxima. Bastantes rugas grossas e liquido visível. Cor-de-rosa pálido
4 Em regressão. Sem fluido e pouca irrigação. De aspecto seco, com rugas finas e secas
5 Penas da parte ventral em crescimento
9 Estado desconhecido

GORDURA

É bastante importante determinar a gordura que as aves possuem durante
os períodos migratórios, mas também é interessante o seu estudo durante a
muda ou no período de nidificação. A gordura acumula-se em distintas
partes do corpo, mas eu só a verifico no abdómen e na região
inter-clavicular. É observada a região inter-clavicular e abdominal em
separado, estimando-se depois o código correcto.

0 - Ausência de gordura
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1 - Indícios de gordura
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2 - Região inter-clavicular com alguma gordura. Visível na região abdominal sob a forma de tira
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3 - Depressão interclavicular totalmente coberta. Abdómen quase coberto de gordura.
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4 - Região abdominal totalmente coberta
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5 - Gordura da região interclavicular convexa. Gordura abdominal cobre parte do musculo peitoral.
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6 -
Gordura visível na zona lateral do musculo peitoral, que une a gordura
interclavicular e a abdominal. Musculatura parcialmente coberta
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7 - Somente uma pequena parte do musculo peitoral está visível
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8 - Corpo totalmente coberto de gordura. Musculatura não é visível
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MUDA DAS PENAS

Estratégia da muda das penas é a forma em que os processos de muda têm
lugar ao longo do tempo numa dada espécie. A maior parte das estratégias
de muda das aves do Paleártico podem resumir-se aos quatro tipos de
muda seguintes:

Muda pós-nupcial e pós-juvenil completa
Muda pós-nupcial / pós-juvenil parcial e muda pré-nupcial completa tanto nos adultos como nos jovens
Muda pós-nupcial completa e muda pós-juvenil parcial
Igual à estratégia anterior mas com uma muda pré-nupcial parcial tanto em adultos como em jovens
Mas existem algumas variações importantes destes padrões e existem
também diferentes populações ou sub-espécies que têm estratégias
diferentes de muda.

Por vezes é somente realizada a formula sequencial da muda das
primárias, iniciando-se do interior para o exterior, utilizando o código
de 0-5
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MEDIDA DA ASA

O método utilizado é o clássico Método da corda máxima descrito por
Svensson no Identification Guide to European Passerines, baseado na
longitude máxima da asa. Esta medida poderá ajudar a determinar o sexo
da ave, nos casos em que não há dimorfismo sexual , ou a determinar a
população a que a ave pertence.
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COMPRIMENTO DA 8ª PRIMÁRIA

Este método começou a ser utilizado para eliminar a variabilidade de
medidas obtidas por diferentes anilhadores. Esta medida, por ser mais
exacta, favorece a comparação das medidas obtidas por diferentes
investigadores. Assim, convencionou-se medir uma só pena primária e a
escolhida foi a 8ª (numeração ascendente) por ser a mais larga na
maioria dos passeriformes.
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COMPRIMENTO DO BICO

Esta medida, no caso dos passeriformes, é feita desde a ponta da
mandíbula superior até ao crânio. No caso dos passeriformes granívoros,
opto por só medir a mandíbula superior, conforme é mostrado na
fotografia.
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COMPRIMENTO DO TARSO

Esta medida é obtida, medindo o comprimento do tarso desde a
articulação com a tíbia, na parte posterior da articulação intertarsal
até à ultima escama anterior ao ponto onde os dedos se formam.
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PESO

Esta medida pode ser obtida tanto por balanças electrónicas ou por dinamómetros e é sempre feita até à décima da grama.
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_________________
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